segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mais suplentes ocuparão cargos de senadores


Após o recesso, cerca de 1 em cada 5 senadores será suplente. Ou seja, 15 dos 81 senadores ocuparão o cargo sem serem eleitos democraticamente através do voto. O voto é a procuração que cada candidato possue para atuar na política. Ele por definição é a representatividade do cidadão comum. Não obstante, muitos deles nem deveriam estar ali.
Tantos outros que são suplentes, tem parentesco com os candidados. Isso deveria ser considerado nepotismo.
Edison Lobão (PMDB-MA) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) foram os primeiros titulares a se licenciar para assumirem, respectivamente, os ministérios de Minas e Energia e da Previdência Social. Depois, Geovani Borges (PMDB-AP) ocupou a vaga de seu irmão, Gilvam Borges (PMDB-AP); Sérgio Souza (PMDB-PR) substitui Gleisi Hoffmann (PT-PR), nomeada para a chefia da Casa Civil da Presidência da República; e Antonio Russo (PR-MS) assumiu no lugar de Marisa Serrano (PSDB-MS), que renunciou para tomar posse como conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul.
Com o falecimento de Itamar Franco, em 2 de julho, Zezé Perrella (PDT-MG) assume o mandato de maneira definitiva. Reditario Cassol (PP-RO), pai de Ivo Cassol (PP-RO), é o mais veterano do novo grupo. Assume mandato aos 75 anos, dono de um patrimônio declarado de R$ 8,9 milhões, no lugar do filho, licenciado. Outro que cede lugar temporariamente é João Ribeiro (PR-TO), substituído por Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

Mudanças

Parte dos atuais suplentes não assumiria agora o cargo se já estivessem em vigor os pontos previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, de 2011. O texto, que pode ser votada já em agosto no Senado, veta a suplência por parentes consanguíneos até segundo grau. Além disso, reduz-se de dois para um o número de suplentes, com substituição de caráter temporária e a convocação de eleições para escolha de um novo titular no pleito subsequente.

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