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quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Manifestações saem das redes sociais e ganham as cidades do Brasil
Demorou um pouco mais do que na Europa, nos Estados Unidos e no mundo árabe, mas finalmente “caiu a ficha” dos brasileiros de que ir às ruas e se manifestar é um dos pontos mais básicos da cidadania atuante. Nestes últimos dias, perto de 300 mil pessoas fizeram protestos emblemáticos em pelo menos 8 das mais importantes capitais brasileiras, gerando um sem-número de matérias nos noticiários aqui e no exterior. Cabe aqui uma observação aos que estão dizendo que essa movimentação da sociedade não tem propósito definido, como o próprio presidente da Câmara Henrique Alves comentou ontem: “Não sei a motivação dessas pessoas, não sei que pleitos têm, não sei os objetivos. Assim não há como iniciar uma negociação”. Pois no comentário de hoje vamos dar algumas dicas. Revendo as fotos e vídeos dos manifestos, pudemos identificar pelo menos cinco grandes reivindicações que permeavam todos os atos: tarifas de ônibus abusivas, gastos excessivos para os megaeventos esportivos, repúdio à PEC 37 contra o Ministério Público, fim das indicações políticas para os Tribunais de Contas e luta pelo voto livre. Gostaríamos de salientar que a verdadeira cidadania pressupõe não apenas a manifestação pública de opiniões mas também a ação concreta nas instituições, sobretudo as políticas. Por isso, gostaríamos aqui de sugerir a todos os milhares de manifestantes que participem efetivamente da luta das organizações da sociedade civil. Muitas delas lidam com esses cinco temas há algum tempo e com certeza teriam uma ação muito mais eficiente se delas fizessem parte os cidadãos atuantes que temos visto na TV e nos jornais. Os exemplos são muitos, mas vamos ficar aqui nesses cinco exemplos. Para o controle social das questões relativas às cidades, incluída aí a questão das tarifas de ônibus, vale conhecer o trabalho das redes Cidades Sustentáveis, da Nossa São Paulo ou do Rio Como Vamos. Para os gastos pouco transparentes da Copa, participem dos comitês Jogos Limpos. Contra a absurda PEC 37, que reduz em muito o poder de investigação do Ministério Público, participem dos diversos abaixo-assinados que estão disponíveis na internet, contra as indicações políticas nos tribunais de contas, entrem em contato com organizações como a ANTC, Ampcon, Sindilegis, Auditar e várias outras. E, finalmente, sobre o voto livre, participem da Plataforma pela Reforma Política e acessem o site votolivre.org.br. A boa notícia é que estamos num caminho em direção a um Brasil mais consciente e mais transparente. A sociedade organizada tem as ferramentas. Resta agora essa massa de cidadãos que começam a ser conscientes passar a se utilizar delas. Aqui na Voz do Cidadão preparamos um post especial com esses temas com os respectivos links para quem quiser conhecer mais e participar. Parabéns, Brasil! |
| Links interessantes para a sociedade participar. |
terça-feira, 18 de junho de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Catálogo dos Aparecidos Políticos disponível para baixar
Exatamente há um ano o coletivo de arte ativista Aparecidos Políticos
realizava uma suas primeiras atividades dentro de um edital público: A
'Exposição/Ocupação Rádio-Arte: Memórias e Resistências' realizada na
Galeria Antônio Bandeira, em Fortaleza-CE.
Durante um mês ocuparam
a galeria com a criação de uma estação de Rádio-livre que transmitia,
em caráter de desobediência civil como questionamento à concentração nos
meios de comunicação, ondas de rádio eletromagnéticas (103,5FM) - que
era replicadas também pela internet. A ideia era criar naquele espaço,
na relação com outros coletivos, artistas, transeuntes, colégios
públicos e movimentos sociais um espaço de experimentação onde as
pessoas poderiam não somente falar/usar a estação de rádio como também
se apropriarem da mesma.
Baixe Aqui o Catálogo
Leia mais
domingo, 18 de novembro de 2012
Cidades onde é feriado nacional em 20 de Novembro - Zumbi
No Brasil, o dia 20 de novembro
representa um importante momento da história, especialmente para 52% da
população brasileira, que é representada por pretos e pardos. A data
lembra a morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação
dos negros escravizados, durante o período colonial no país. Apesar da
data ter sido instituída como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra pela Lei 12.519/2011, ainda não é considerada feriado nacional.
A adesão ao feriado ou instituição de
ponto facultativo é decisão legal de cada estado ou município. Mais de
700 cidades já adotaram feriado, no Dia da Consciência Negra. A data é
considerada como uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial e
uma referência para a população afrodescendente dedicada à reflexão
sobre as consequências do racismo e sobre a inserção do negro na
sociedade brasileira.
Caso seja sancionado pela presidente
Dilma Rousseff, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, será o
primeiro feriado do país originário da mobilização do movimento negro e o
nono feriado nacional, juntamente com as seguintes datas: 1º de janeiro
(Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia
do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro
(Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro
(Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).
Há ainda quatro datas comemorativas
flexíveis, as quais, embora popularmente conhecidas como feriados
nacionais, não são reconhecidas pela legislação brasileira – Terça-feira
de Carnaval, Sexta-feira da Paixão, Domingo de Páscoa e o Corpus
Christi.
Celebrações - As
atividades alusivas a este dia, são celebradas ao longo de todo mês de
novembro, ampliando os espaços de discussão sobre as questões raciais.
Um número cada vez mais significativo de entidades da sociedade civil,
principalmente o movimento negro, tem se mobilizado em todo o país, em
torno da participação do negro nas diferentes áreas da sociedade:
emprego, educação, segurança, saúde, entre outras.
Zumbi - Zumbi foi um
dos principais líderes do Quilombo do Palmares, em Alagoas, área usada
pelos escravos para fugir do domínio dos senhores de engenho. As
primeiras referências à Palmares são de 1580, na região da Serra da
Barriga, onde fica hoje o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Há
estimativas de que o quilombo resistiu mais de 100 anos.
O líder do Quilombo dos Palmares, no
final do século XV, era Ganga Zumba, tio de Zumbi. Em 1678, o governador
da Capitania de Pernambuco ofereceu um acordo de paz a Ganga Zumba, que
aceitou, mas nem todos concordaram. Aconteceu, então, uma rebelião,
liderada por Zumbi, que governou o grupo por 15 anos. Foram necessárias
18 expedições do governo português, liderados por bandeirantes, para
erradicar Palmares.
Zumbi adotou uma estratégia de defesa
baseada em táticas de guerrilha. Os bandeirantes descobriram, através de
um delator, o esconderijo do líder. E em 20 de novembro de 1695, eles
mataram Zumbi em uma emboscada. Sem outra liderança, Palmares sobreviveu
até 1710, quando se desfez. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de
Herois da Pátria.
Hoje, os quilombolas, nome dado aos
descendentes dos moradores dos antigos quilombos, são reconhecidos e
suas áreas são demarcadas, a fim de protegê-los, contribuindo para a
manutenção das tradições e a ancestralidade da cultura negra.
Atualmente, 2002 comunidades remanescentes dos quilombos estão
certificadas pela Fundação Palmares e 1711 certidões foram emitidas.
Fonte: Fundação Cultural Palmares
domingo, 11 de novembro de 2012
Ato contra reajuste na Câmara reúne 500 assinaturas na Capital
| Movimento contou com faixas que ilustraram o discurso do Movimento Voluntário |
Ao todo, 590 assinaturas foram
colhidas durante o manifesto do Movimento Voluntário, ocorrido na manhã
deste sábado (10), na Praça Ary Coelho, centro de Campo Grande. O
manifesto pretende chamar a atenção da população para que seja revisto o
aumento do subsídio dos vereadores, que atualmente recebem um salário
mensal de R$ 9.288 mil, e com o aumento saltaria para cerca de R$ 15
mil.
Além do aumento das cifras, por conta no
número de habitantes, Campo Grande terá na próxima legislatura 29
parlamentares, conforme rege a Constituição Federal.
Saiba mais: População se mobiliza na internet contra aumento de subsídio de vereadores
Quem passou pelo centro de Campo Grande percebeu a mobilização e aproveitou para se informar sobre as questões políticas
O reajuste salarial foi questionado
junto ao presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Siufi (PMDB),
que explicou: "Temos uma escala em que 75% do que o deputado federal
ganha o deputado estadual ganha e 75% do que o deputado estadual ganha o
vereador ganha. Esse reajuste é feito de quatro em quatro anos. Ele não
é anual, ele não tem um reajuste como todo funcionário público tem
anualmente. É chegada a hora, sempre antes da próxima legislatura de
fazer esse reajuste", destacou a liderança.
Diante da temática, o 'Movimento
Voluntário', criado no Faceboock durante o período eleitoral, resolveu
sair do mundo virtual e mostrar para a sociedade que os componentes da
Casa de Leis devem ser mais atuantes, com ações que auxiliem os
moradores.
“Percebemos que os políticos não estão
trabalhando para o povo e por isso decidimos nos mobilizar para
conscientizar a população. A Constituição Federal delega que o vereador
pode ter um aumento de 0% até 75%, mas achamos abusivo e imoral porque o
trabalho dos vereadores não está condizente com as necessidades da
população. Tá na hora de perceberem que eles precisam favorecer a
população, estamos em um novo tempo de democracia e eles nos mostram que
eles estão trabalhando por interesse pessoal e não para o eleitor”,
pontuou uma das organizadoras do grupo, Patrícia Fonseca.
Com um exemplar da Constituição, Patrícia aponta artigo onde está as informações sobre reajuste
O manifesto atraiu o autônomo, Luiz
Carlos Gomes, que também preencheu o abaixo-assinado. “O trabalhador
precisa trabalhar o mês inteiro para ganhar seu salário e produzir para o
País. Agora, os parlamentares não produzem nada e terão esse reajuste ?
Agora para o trabalhador obter um reajuste salarial precisa ocorrer uma
briga no Senado, é algo inconstitucional”, explanou Luiz que deixou um
recado para a sociedade : “Aquele que votou no vereador tem que cobrar
ações dele, e acompanhar o trabalho na Câmara Municipal”.
Ato foi visto como sinônimo de democracia pelo autônomo Luiz
Transparência
Representantes do Movimento Voluntário protocolaram na Câmara um pedido para serem informados sobre os dias das reuniões ordinárias e acompanhamento de votações dos Projetos de Lei. As assinaturas colhidas durante o ato desta manhã serão utilizadas para dar abertura aos representantes e consolidar a manifestação junto ao grupo de parlamentares. Conforme os organizadores do manifesto, a Lei da Transparência não é cumprida pela Casa e impossibilita o acesso de informações sobre datas e temas que serão debatidos durante as sessões.
Juliana Rezende/ RBV News
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Mobilização contra o aumento salarial dos Vereadores
Uma campanha contra o reajuste salarial de
vereadores em 2013, foi lançada por campo-grandenses na rede social
Facebook. A mobilização começou após o presidente da Câmara Municipal,
vereador Paulo Siufi (PMDB) declarar, nesta terça-feira (30), que deve
ser aprovado em dezembro um aumento salarial de 66% para os vereadores. O
reajuste fará os parlamentares receberem 75% do salário de um deputado
estadual, que hoje é de R$ 20 mil.
Com a aprovação do reajuste, os vereadores deixarão de receber R$ 9 mil para ganharem um salário de R$ 15 mil. Isto quer dizer que os parlamentares receberão nove vezes mais do que ganha um trabalhador comum, que deve ter reajuste de 7% em 2013, quando o salário mínimo deve sair de R$ 622 para R$ 667,75.
Na campanha, os usuários da rede social convidam outros participantes a se unirem em prol da não aprovação do reajuste. A foto do movimento que está sendo compartilhada na rede, reúne algumas pessoas fantasiadas com nariz de palhaço, segurando um cartaz com a frase: “Se os vereadores estão insatisfeitos com os salários, então que peçam demissão". Abaixo da imagem tem o convite para demais usuários se unirem à causa. “Chega de palhaçada, junte-se a nós”.
Além do reajuste, a Casa de Leis passará de 21 para 29 vereadores em 2013, o que aumentará ainda mais o valor destinado ao pagamento salarial dos parlamentares.
Com a aprovação do reajuste, os vereadores deixarão de receber R$ 9 mil para ganharem um salário de R$ 15 mil. Isto quer dizer que os parlamentares receberão nove vezes mais do que ganha um trabalhador comum, que deve ter reajuste de 7% em 2013, quando o salário mínimo deve sair de R$ 622 para R$ 667,75.
Na campanha, os usuários da rede social convidam outros participantes a se unirem em prol da não aprovação do reajuste. A foto do movimento que está sendo compartilhada na rede, reúne algumas pessoas fantasiadas com nariz de palhaço, segurando um cartaz com a frase: “Se os vereadores estão insatisfeitos com os salários, então que peçam demissão". Abaixo da imagem tem o convite para demais usuários se unirem à causa. “Chega de palhaçada, junte-se a nós”.
Além do reajuste, a Casa de Leis passará de 21 para 29 vereadores em 2013, o que aumentará ainda mais o valor destinado ao pagamento salarial dos parlamentares.
Fonte: MS Notícias e Midiamax
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Facebookcídio coletivo: protesto contra genocídio e violação de direitos guarani-kaiowá
A situação dos índios guarani-kaiowá que vivem em Mato Grosso do Sul promete causar um 'facebookcídio coletivo' nesta sexta-feira (2). Até o momento, mais de quatro mil usuários do Facebook prometem 'morrer' nas redes sociais em apoio à causa indígena.
Os manifestantes podem reativar os perfis no Facebook depois do protesto virtual, que já reúne mais de 85 mil convidados.
Morte real
Relatórios oficiais mostram que os índios sul-mato-grossenses são as principais vítimas de violência contra povos indígenas no Brasil. Entre 2003 e 2011, foram 279 assassinatos em MS, enquanto todo o resto do país registrou 224 casos.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a 'retomada' de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.
Facebookcídio
A ideia de uma 'morte virtual coletiva' surgiu após a repercussão nas redes sociais de uma carta dos guarani sul-mato-grossenses pedindo ao Governo Federal e à Justiça que, ao invés de determinar o despejo deles, fosse determinada a extinção da aldeia.
Os índios avisaram que decidiram morrer na terra onde os ancestrais viveram, e muitos interpretaram o documento como uma ameaça de suicídio coletivo. Os próprios guarani explicaram que apenas avisaram não ter mais forças para deixar a terra ocupada enquanto aguardam a decisão da Justiça.
Facebookcídio
Agora, no Facebook, a proposta dos organizadores da 'Morte Virtual Coletiva' é apoiar os guarani-kaiowá na luta pela demarcação das terras já declaradas indígenas em Mato Grosso do Sul. "Somos pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo, com um objetivo comum, chamar a atenção para a situação alarmante dos Guarani-Kaiowá", explicam na página do evento.
"É uma espécie de performance online, uma "morte simbólica" anunciada". Para participar, basta desativar a conta no Facebook no dia 2 de novembro, às 21 horas, no horário de Brasília. A partir das 19 horas, os organizadores da mobilização prometem ficar online, trocando informações e ajudando quem quiser participar.
"Vamos fazer uma contagem regressiva e morrer pela causa Guarani-Kaiowá, isto é, vamos desativas nossas contas do Facebook como forma de protesto", avisam.
Segundo a organização, após o protesto cada um decide se voltará ou não a usar o Facebook. E 'ressuscitar' na rede social não é algo difícil: basta desativar a conta, e não excluir o perfil. "Assim podemos voltar depois. Para desativar, basta seguir os comandos Configurações de Conta >> Segurança >> opção Desativar sua conta >> selecione e/ou descreva o motivo da sua saída >> Confirmar".
| Reprodução, Facebook.com |
| 'Suicídio virtual coletivo no Facebook': evento em apoio aos guarani de Mato Grosso do Sul |
domingo, 28 de outubro de 2012
Diga não ao Genocídio Guarani-Kaiowá!
Petição contra o Genocídio dos indígenas.
A etnia Guarani-kaiowá está sofrendo diversas formas de violação dos direitos humanos.
Assine a petição: AQUI!
Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de
GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do
governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser
derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o
caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI,
para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo.
Por que é importante ?
Leia, abaixo, carta de socorro da
comunidade Guarani-Kaiowá. Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão
correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e
nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este
sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco
cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do
governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com
elas a extinção desse povo. CARTA:
"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.
Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.
Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.
A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.
De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.
Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''
Via Miguel Maron
Via Marina Soucasaux Mendes
"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.
Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.
Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.
A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.
De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.
Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''
Via Miguel Maron
Via Marina Soucasaux Mendes
sábado, 27 de outubro de 2012
Leva - Movimento por moradia
(Brasil, 2012, 55 min. - Produção: Canal Futura)
Sinopse: No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade., O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e revela a organização de siglas que se unem numa organização para transformar os espaços abandonados em habitáveis. A estruturação do edifício pelos movimentos de luta de moradia irá refletir na reorganização e redescoberta das pessoas como indivíduos através do coletivo.
Veja no http://www.youtube.com/watch?v=xn2um8xhc4o&feature=player_embedded.
sábado, 8 de setembro de 2012
Protesto contra o autoritarismo do governador André Puccinelli
Com o apoio de 14 entidades, panfleto contra o governador André Puccinelli
(PMDB) foi distribuído, nesta sexta-feira (7), no desfile de 7 de Setembro, no
centro de Campo Grande. Com o título “A escolhinha do governador André ofende o
voto secreto e a moralidade pública”, os manifestantes deram a Puccinelli “nota
zero nos quesitos respeito e democracia”.
O protesto levou em consideração vídeo divulgado nacionalmente que mostra o
governador em reunião com servidores comissionados. No encontro, ele chama
nominalmente cada funcionário e viola o direito do voto secreto. “O fato dos
servidores terem que informar, seja por coação ou pedido, o nome de seus
candidatos caracteriza uma violação ao mais sublime requisito do voto no sistema
republicano adotado no Brasil: o voto secreto”, escreveram os representantes das
entidades no panfleto.
Ainda por meio da publicação, os manifestaram informaram repudiar “veemente a
postura adotada pelo governador”. “Deve se comportar como a liturgia de seu
cargo exige: respeitando à Constituição Federal de acordo com os princípios da
legalidade e da moralidade”, defenderam.
Para os manifestantes, “a sociedade sul-mato-grossense, fica mais uma lição
de que o autoritarismo tem nome, endereço e, invariavelmente, ocupa cargos
públicos, mas que homens simples, com atos de coragem singular, podem
desmascará-lo”.
Eles também aproveitaram para cobrar medidas dos órgãos competentes contra a
coação de servidores públicos. “Exigimos da Justiça Eleitoral e da Polícia
Federal a apuração e punição, pois a evidência de crime eleitoral reproduz uma
prática coronelista do século XIX, de coação do voto”, pediram. “Eleições
limpas, transparentes e imparciais em Campo Grande e Mato Grosso do Sul. É o que
defende os movimentos sindicais, sociais e estudantis”, acrescentaram.
O panfleto foi assinado pela FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação
de Mato Grosso do Sul), SINTSS (Sindicato dos Trabalhadores da Seguridade Social
de Mato Grosso do Sul) CDDH (Centro de Defesa de Cidadania e dos Direitos
Humanos “Marçal de Souza Tupã-Y”), DCE-UFMS (Diretório Central dos Estudantes da
Universidade Federal de MS), Sindicato dos Bancários de Campo Grande, ACP
(Sindicato Campo-Grandense dos Professores), SISTA/UFMS (Sindicato dos
Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino de Mato Grosso do Sul),
SINDIJUS/MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do
Sul), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Sindicato dos
Ferroviários, CUT/MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul),
FETRICOM/MS (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do
Mobiliário de MS), Sinttel/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações
do estado do Mato Grosso do Sul) e Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e
região.
Outro panfleto
Ainda no desfile da Independência, comemorado neste dia 7 de setembro,
representantes da Fetems distribuíram outro panfleto contra o governador. A
entidade chamou Puccinelli “de inimigo da educação” por “abdicar do debate
democrático referente à valorização dos profissionais da educação para continuar
a tumultuar o processo de implementação integral do piso salarial profissional
no país”.
Reação
Após o desfile, em entrevista coletiva, o governador demonstrou estar ciente
do protesto contra ele. “Hoje mesmo no desfile apresentaram (panfleto), eu
deploro. Isso aí é de quem não teve durante a sua formação de personalidade
educação”, comentou em reposta à indagação sobre panfleto anônimo e perfis
falsos criado no facebook para atingir candidatos a prefeito de Campo
Grande.
Neste caso, no entanto, as 14 entidades assinaram o panfleto, ao contrário de
material distribuído contra o deputado estadual Alcides Bernal (PP), no dia 26
de agosto. “Nós sempre deploramos atitudes antiéticas seja de onde partirem, o
debate é importante que se faça para que a sociedade independente, escolha
livremente, eu deploro, seja de quem parta nas redes sociais, apócrifos
panfletos”, acrescentou Puccinelli sobre o ato contra o parlamentar, candidato a
prefeito da Capital
Grito dos excluídos
O grito dos excluídos deste ano fechou o desfile de sete de setembro nesta
manhã com cerca de cem pessoas. De acordo com os organizadores, o número de
participantes foi crescendo conforme passavam. Este ano, a indignação do
movimento foi com o governador André Puccinelli, que inclusive foi chamado por
eles pelo megafone para conversar.
Com a participação dos movimentos sociais, GLBTS (Gays, lésbicas, bissexuais,
transexuais, travestis e transgêneros) e estudantes da UEMS (Universidade
Estadual de Mato Grosso do Sul), os protestantes pediam pela reforma agrária e
por mais atenção dos políticos em relação às suas causas.
Com megafone, os manifestantes chegaram a chamar o governador de “coronel”,
“ditador”, “opressor dos excluídos” e pediam melhor investimento do dinheiro
público com educação e saúde, ao invés de investir cerca de oitenta milhões no
Aquário do Pantanal.
Ao chegar perto do palanque das autoridades, o grupo foi se dispersando e a
polícia militar os impediu de se aproximar. O governador e outros só desceram
após o grupo se desfazer.
domingo, 15 de julho de 2012
Manifesto pela Luta popular
Manifesto
Nós, educadoras e educadores populares que construímos a
Rede de Educação Cidadã no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito
Federal e Goiás, manifestamos nosso total e incondicional apoio às lutas
populares desencadeadas na região contra o modelo político, social e
econômico dominante.
Reafirmamos nosso compromisso com as lutas e construção do Poder
Popular no Brasil, potencializando as lutas desencadeadas na região e
participando de sua construção como exercício de cidadania, a partir dos
nossos processos de formação e busca incessante pela unidade das
organizações de luta da classe trabalhadora. Neste sentido apresentamos
as seguintes bandeiras de luta à população do centro-oeste:
1- Por Reforma Agrária, contra o novo código florestal e contra o uso criminoso de agrotóxicos;
A terra na região centro oeste é concentrada nas mãos de poucas
famílias. Os latifúndios dos históricos coronéis se modernizaram
transformando-se em empresas. Hoje o setor é chamado de agronegócio, mas
continua gerando riquezas para poucas pessoas, explorando o trabalho de
camponeses que não tem terra para produzir, produzindo poucas culturas
em larga escala (soja, cana, milho, sorgo, capim, etc.), em geral, para
exportar ou para alimentação animal. Sua finalidade é o lucro, e não a
produção diversificada de alimentos saudáveis como quer que acreditemos a
Confederação Nacional da Agricultura (entidade que representa os
interesses dos grandes empresários da terra). Tanto que 70% do alimento
produzido no país vêm das pequenas propriedades da agricultura familiar e
camponesa segundo dados do censo agropecuário divulgado pelo IBGE em
2006 e retificados em 2009.
Infelizmente nos últimos anos a reforma agrária saiu da pauta
do Governo Federal, pouco se avançou no assentamento de novas famílias,
bem como nas políticas voltadas para as famílias assentadas. O ano de
2011 foi o pior, para o processo de reforma agrária, dos últimos 16
anos. Somado ao crescente apoio ao agronegócio percebemos que o governo
não assumiu uma política de reforma agrária de fato.
Historicamente no Centro-Oeste, temos governos ligados ao
agronegócio, não existe por parte dos Estados da região quase nenhuma
política efetiva de apoio a agricultura familiar e camponesa, as que
existem são insuficientes. Por outro lado há um processo de
intensificação da criminalização daqueles que lutam por um pedaço de
terra como mostra os dados sobre conflitos no campo levantados pela
Comissão Pastoral da Terra.
O Centro-Oeste brasileiro é a região símbolo do agronegócio, e
isso não seria possível sem o apoio incondicional dos governos estaduais
e federal nas suas três esferas – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Lutar por reforma agrária é lutar por uma política de inclusão social de
fato, é lutar por outro modelo agrícola pautado na agroecologia, é
lutar pela produção saudável de alimentos, é lutar pela democratização
do acesso a terra, é lutar pela proteção ambiental, por isso damos nosso
total apoio à luta por reforma agrária e repudiamos qualquer ação de
paralisação da mesma.
Modelo agrícola Pautado na destruição ambiental
O modelo agrícola brasileiro e, sobretudo na região
Centro-Oeste tem devastado o nosso Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e
Floresta Amazônica. A recente aprovação pelo Congresso Nacional de
alterações no código florestal, mostra que o Legislativo, na sua
maioria, quer continuar apoiando esse modelo de devastação e destruição
ambiental. Mesmo com os vetos parciais da presidente Dilma, as
alterações feitas no código florestal são um retrocesso para a questão
ambiental no Brasil. Sobretudo no ano em que sediamos a RIO+20.
Agrotóxico mata! Todo apoio a campanha permanente contra os agrotóxicos
O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos, “Na safra
2010/2011, o Brasil comercializou mais de um bilhão de litros de
agrotóxicos, sem contar os comercializados ilegalmente que em regiões
agrícolas, tais como os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o
Paraná, são de uso muito comum” (ABRASCO). Isso é o reflexo do modelo
agrícola brasileiro pautado na monocultura e grande concentração de
terra. No entanto, sabemos que os agrotóxicos são prejudiciais tanto
para o meio ambiente como para as pessoas que se alimentam com comidas
contaminadas por agrotóxicos ou que vivemos próximos a regiões de
grandes lavouras.
Pesquisas realizadas no Mato Grosso mostraram que o leite já vem
contaminado com agrotóxicos, além de vários outros casos de
trabalhadores/as que adoeceram ou morreram pelo contato com o
agrotóxico.
Os ruralistas defendem que o único jeito de produzir alimentos
para o mercado interno e para exportação é envenenando as lavouras. Ou
seja, dizem que a maioria da população só pode se alimentar se for com
veneno. A preocupação deles não é com a saúde da população ou pela
questão ambiental, mais sim de permanecerem obtendo lucros exorbitantes.
Nós apoiamos totalmente a luta contra os agrotóxicos por entendermos
que isso é uma questão de saúde pública. E reafirmamos a necessidade de
outro modelo agrícola brasileiro pautada na produção diversificada de
alimentos e na agroecologia, sem o uso de agrotóxicos e agressões ao
meio ambiente.
"Sonha e serás livre de espírito... Luta e serás livre na vida. "
(Che Guevara)
Lutar é direito, lutar não é crime! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais que lutam por direitos.
A falta de políticas públicas que atendam as necessidades da
população deve ser tratada como caso de política e não de policia.
No Centro-Oeste temos assistido continuamente ataques aos direitos
humanos, sobretudo daqueles que ousam a se levantar contra esse modelo
de exploração.
A violência no campo tem aumentando assustadoramente, em 2011
teve um aumento de 15% dos conflitos no campo em relação a 2010 segundo
dados da Comissão Pastoral da Terra, fruto da impunidade daqueles que
mandam ou cometem esses crimes. No Centro-Oeste temos acompanhado a luta
dos povos indígenas, que tiveram suas terras usurpadas pelos
latifundiários com o apoio do braço armado do estado. Vemos ações de
extermínio dos povos indígenas com massacres sendo realizados sob a
tutela do estado. Entre 2003 e 2010 foram assassinados 499 indígenas no
Brasil. Hoje a cerca de 750 indígenas presos e outras 60 lideranças
respondem a processos segundo relatório apresentado pela CNBB.
Repudiamos com veemência qualquer ação de criminalização
daqueles que lutam por direitos, sendo que essas lutas são reflexos da
ausência de um estado que atendam as necessidades de todos e não apenas
de alguns grupos. Dizemos não ao massacre dos povos indígenas e a
usurpação de suas terras como também dizemos como o Che: – “Os poderosos
podem matar uma, duas ou até três rosas, mais já mais vão conseguir
deter a primavera inteira”.
2- Não a privatização dos bens públicos, a corrupção, e a crescente especulação imobiliária.
Temos visto na região Centro-Oeste uma crescente ação por parte
dos governos de plantão de entrega dos bens públicos a interesses
privados. A receita é simples, sucateiam os hospitais, postos de saúde,
as escolas e creches, estradas, o setor de saneamento e de energia entre
outros e depois como desculpa de que vai melhorar a gestão passa tudo
isso para mão da iniciativa privada.
Mas, sabemos que é apenas uma desculpa para tirar das costas do
estado suas obrigações com o discurso de que vai melhorar. Na prática
não há nenhuma melhora, ao contrário, é só mais um meio de desviar
recursos públicos para interesses de grupos privados. Exigimos a
paralisação do processo de entrega dos bens públicos para iniciativa
privada, assim como apoiamos todas as lutas contra o processo de
privatização dos governos da região.
Contra a corrupção, por uma reforma do sistema político já!
Da mesma forma funcionam os esquemas de corrupção. O apoio
financeiro nas campanhas compromete os candidatos eleitos com seus
“patrocinadores”. Quando eleitos se tornam sócios. No recente episódio
do Cachoeira foi desvelado um enorme esquema de envolvimento do Governo
de Goiás com o criminoso dos caça-níqueis, e o objetivo é sempre: mais
lucro.
Neste sentido, somos contra o financiamento privado de
campanhas. Assim como dizemos não aos governos de empresários que não
representam os interesses do povo. E gritamos por uma reforma do sistema
político já!
A especulação imobiliária e as obras da copa. Copa sim, a qualquer custo não!
Várias famílias estão sendo jogadas de suas casas para
construção de obras de infra-estrutura para a copa do mundo de 2014,
assim como a especulação imobiliária que cada vez mais tem expulsado as
trabalhadoras e trabalhadores para periferia. As obras que estão sendo
feitas não são discutidas com a população e servem mais para encher os
bolsos de empreiteiras e especuladores de dinheiro.
Repudiamos totalmente essa ação governamental em obediência aos
interesses empresariais. Solidarizamos com as famílias que vem sofrendo
essas remoções criminosas como também damos nosso total apoio à
resistência dos comitês populares da copa. Defendemos a formulação de
políticas de combate à especulação imobiliária e a implementação
concreta do Estatuto das Cidades.
Fortalecer um projeto anticapitalista para construção do poder popular
Entendemos que a construção de um Projeto Popular no
Centro-Oeste passa pelo fortalecimento das lutas populares, a
organização popular e a denuncia do modelo hegemônico de produção e
exploração. Para tanto, é fundamental fortalecermos um projeto
anticapitalista em nossa região, pois a exploração, as desigualdades
sociais, a apropriação da riqueza pelas elites, a falta de políticas
públicas democráticas que atendam a necessidade da população, o modelo
agroexportador, são inerentes a esse sistema, assim como o incessante
ataque aos direitos da classe trabalhadora e a corrupção que assola a
região.
Por tanto para superar tudo isso é de fundamental construir
outro modelo de sociedade pautado na solidariedade de classe, na busca
da superação das desigualdades sociais.
Por fim, fazemos um chamado à unidade da classe
trabalhadora, a todas e todos que são explorados e subjugados pela ordem
vigente a se levantarem pelos seus direitos, se organizando e
mobilizando contra os ataques a classe trabalhadora.
“Quando o campo e a cidade se unir – A burguesia não vai resistir”
“O povo que ousa sonhar, constrói o poder popular.”
REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ – CENTRO-OESTE
Fonte: Recid-MS
sábado, 21 de abril de 2012
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