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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Facebookcídio coletivo: protesto contra genocídio e violação de direitos guarani-kaiowá


A situação dos índios guarani-kaiowá que vivem em Mato Grosso do Sul promete causar um 'facebookcídio coletivo' nesta sexta-feira (2). Até o momento, mais de quatro mil usuários do Facebook prometem 'morrer' nas redes sociais em apoio à causa indígena.
Os manifestantes podem reativar os perfis no Facebook depois do protesto virtual, que já reúne mais de 85 mil convidados.
Morte real
Relatórios oficiais mostram que os índios sul-mato-grossenses são as principais vítimas de violência contra povos indígenas no Brasil. Entre 2003 e 2011, foram 279 assassinatos em MS, enquanto todo o resto do país registrou 224 casos.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a 'retomada' de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.
Facebookcídio
A ideia de uma 'morte virtual coletiva' surgiu após a repercussão nas redes sociais de uma carta dos guarani sul-mato-grossenses pedindo ao Governo Federal e à Justiça que, ao invés de determinar o despejo deles, fosse determinada a extinção da aldeia.
Os índios avisaram que decidiram morrer na terra onde os ancestrais viveram, e muitos interpretaram o documento como uma ameaça de suicídio coletivo. Os próprios guarani explicaram que apenas avisaram não ter mais forças para deixar a terra ocupada enquanto aguardam a decisão da Justiça.
Facebookcídio
Agora, no Facebook, a proposta dos organizadores da 'Morte Virtual Coletiva' é apoiar os guarani-kaiowá na luta pela demarcação das terras já declaradas indígenas em Mato Grosso do Sul. "Somos pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo, com um objetivo comum, chamar a atenção para a situação alarmante dos Guarani-Kaiowá", explicam na página do evento.
"É uma espécie de performance online, uma "morte simbólica" anunciada". Para participar, basta desativar a conta no Facebook no dia 2 de novembro, às 21 horas, no horário de Brasília. A partir das 19 horas, os organizadores da mobilização prometem ficar online, trocando informações e ajudando quem quiser participar.
"Vamos fazer uma contagem regressiva e morrer pela causa Guarani-Kaiowá, isto é, vamos desativas nossas contas do Facebook como forma de protesto", avisam.
Segundo a organização, após o protesto cada um decide se voltará ou não a usar o Facebook. E 'ressuscitar' na rede social não é algo difícil: basta desativar a conta, e não excluir o perfil. "Assim podemos voltar depois. Para desativar, basta seguir os comandos Configurações de Conta >> Segurança >> opção Desativar sua conta >> selecione e/ou descreva o motivo da sua saída >> Confirmar".
Reprodução, Facebook.com
'Suicídio virtual coletivo no Facebook': evento em apoio aos guarani de Mato Grosso do Sul
Para reativar uma conta desativada no Facebook, basta fazer login normalmente com o e-mail e senha antigos. Em seguida, o usuário será encaminhado para um link de reativação.

domingo, 28 de outubro de 2012

Diga não ao Genocídio Guarani-Kaiowá!

Petição contra o Genocídio dos indígenas. 
A etnia Guarani-kaiowá está sofrendo diversas formas de violação dos direitos humanos.



Assine a petição:  AQUI!

Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo.




Por que é importante ?


Leia, abaixo, carta de socorro da comunidade Guarani-Kaiowá. Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo. CARTA:

"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.


Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.


Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.


A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.


De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.


Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''


Via Miguel Maron


Via Marina Soucasaux Mendes


sábado, 27 de outubro de 2012

Leva - Movimento por moradia


 









(Brasil, 2012, 55 min. - Produção: Canal Futura)
Sinopse: No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade., O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e revela a organização de siglas que se unem numa organização para transformar os espaços abandonados em habitáveis. A estruturação do edifício pelos movimentos de luta de moradia irá refletir na reorganização e redescoberta das pessoas como indivíduos através do coletivo.


Veja no http://www.youtube.com/watch?v=xn2um8xhc4o&feature=player_embedded.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Índios Kaiowá Guarani à beira do suicídio devido à flagrante injustiça social





Índios Kaiowá Guarani à beira do suicídio devido à flagrante injustiça social


Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado
"mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia. Quase nenhuma importância se deu a uma espécie
de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi,
no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia.
(Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os
Kaiowá-Guarani informaram:

- Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui.
Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos
até hoje. Comemos uma vez por dia. 

Em sua carta testamento os Kaiowá/Guarani rogam:

- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa
morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de
enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido
aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse:
"A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a
tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio.
Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores,
cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque
viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados,
Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário,
o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. 

No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram
no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio.  

Silêncio dos governos e da Mídia
Um silêncio cúmplice dessa tragédia.


Agradeço a postagem:  Juliete Aquino, Cientista Social; Aline Gonçalves, Secretaria de Educação.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Chega de mortes no trânsito


Por um preço justo! Transporte coletivo de qualidade já!

Bicicletada? O que é isso?



O que é a Bicicletada?

A Bicicletada é um movimento no Brasil e em Portugal inspirado na Massa Crítica, onde ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas.

Não existe um objetivo central, mas diversos objetivos sempre decididos pelos participantes. No entanto um mote em geral une os participantes. A Bicicletada serve para divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano.

A Bicicletada, assim como a Massa Crítica, não tem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento.

Dentre a pluralidade de motes, está o lema "um carro a menos", usado principalmente para tentar obter um maior respeito dos veículos motorizados que trafegam nas ruas saturadas das grandes cidades. Outro slogan levantado é o "Nós somos o trânsito". A idéia é deixar claro aos motoristas que a bicicleta é apenas mais um componente da mobilidade urbana e que merece o devido respeito.


Objetivos
Pedalar;
Divulgar, estimular, promover e criar condições favoráveis para o uso da bicicleta como meio de transporte;
Integrar os ciclistas da cidade e valorizar a cultura da bicicleta;
Conscientizar os usuários dos meios de transporte motorizados da importância da bicicleta para aliviar os congestionamentos;

A ideia é celebrar a ocupação das ruas, festejar e fomentar a harmonia no espaço que é de todos. Harmonia, alegria e celebração são as palavras de ordem.

O que é NÃO é legal fazer durante a Bicicletada:

--Insultar verbalmente e ou agredir pedestres, motoristas, passageiros de coletivos e pessoas nos bares, mesmo se eles provocarem
--Provocar as mulheres na rua. Tanto elas como as mulheres da bicicletada podem se sentir ofendidas
--Andar com a bicicleta nas calçadas
--Correr na frente para bloquear o tráfego antes da massa chegar
--Andar na contra-mão
--Esquecer de sorrir, acenar e falar com outras pessoas
--Imaginar que você é moralmente superior só porque está pedalando uma bicicleta
--Abster-se de dizer aos companheiros o que você acha do seu comportamento, seja bom ou ruim. Converse com os outros!
--Interromper desnecessariamente acessos que não serão utilizados pelo passeio
--Usar pistas que não são necessárias. Se houver múltiplas faixas, vamos liberar algumas para os veículos mais rápidos
--Esquecer que todos somos responsáveis por fazer a massa crítica que nós queremos.

O que é legal fazer durante a Bicicletada:

>>Fantasiar-se para chamar a atenção e alegrar o movimento
>>Distribuir panfletos aos pedestres e motoristas explicando porque estamos ali
>>Conversar com o ciclista do lado, fazer amigos e se divertir
>>Cuidar da segurança de todos
>>Abordar amigavelmente aqueles que estão desrespeitando os pedestres e motoristas
>>Distribuir flores e conversar com outras pessoas, passageiros de ônibus e motoristas
>>Convidar as pessoas a se juntarem a nós na próxima vez
>>Ajudar veículos presos atrás da massa a sair para a direita
>>Diminuir a marcha regularmente se você estiver na frente (não importa o quão devagar você acha que está pedalando, lacunas estarão se abrindo atrás de você)
>>Parar no semáforo vermelho quando estiver na frente para permitir que o resto da massa se junte a você
>>Continuar pedalando no semáforo vermelho se a massa já estiver atravessando o cruzamento, pois ficar juntos é mais seguro e previsto por lei
>>Preencher lacunas; massa crítica depende da densidade de bicicleta em relação ao automóvel
>>Lembrar-se que o prazer e o convívio são mais subversivos do que a raiva e provocação.

Não odiamos os carros, amamos bicicleta!

Atenção: Em caso de acidente anote a placa do veículo, veja se alguém precisa de ajuda. Caso a pessoa esteja bem, deixe para os mais calmos e experientes resolverem a situação e volte a pedalar pois a massa não pode parar.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Especulação Imobiliária

São Paulo representa o modelo adotado sobre o espaço urbano no Brasil. A especulação imobiliária permanece acima da dignidade humana quando o Estado não satisfaz as reais condições de habitação da população. Aqui em Mato Grosso do Sul o problema não é tão visto na mídia de massa. Não obstante, há sérios problemas, e favelas que são "maquiadas" em prol da beleza das cidades. Enquanto houver discriminação de toda forma, descaso com a dignidade humana, falta de emprego digno, moradia e transporte podemos perceber duas coisas: 

  1. Descaso e corrupção que afetam a condição humana;
  2. Incompetência de se construir uma sociedade no qual o ser humano seja mais importante do que a propriedade;
Realizar variadas formas de terrorismo contra quem mais precisa de ajuda e apoio é uma grande injustiça.
Enquanto houver injustiça como lei é hora de se opor a ela !
[Coletivo Cidade Morena]

Abaixo do Coletivo Mídia Independente

Moinho, Pinheirinho, "Cracolândia". Além de décadas de descaso por parte do poder público, estas regiões ganharam um novo elemento em comum: o terrorismo de Estado, que carrega consigo inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura. Fica cada vez mais evidente que a política do governo paulista está calcada na militarização como instrumento de garantia dos lucros da iniciativa privada que a financia. Fica também cada vez mais claro que é hora de dizer BASTA.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sindicato Rural e Prefeito de Iguatemi ameaçam índios e são surpreendidos por secretário da Presidência


Ao relato abaixo, acrescento que o secretário Paulo Maldos nos disse que ficou "impressionado com a prepotência do prefeito e dos outros fazendeiros".
Paulo disse à eles que não podem agredir os índios e se algo acontecer à comunidade eles serão chamados imediatamente para esclarecimentos, sendo considerados supeitos.
Segundo Eliseu Lopes, membro do Conselho Aty Guasu, "os políciais da Força Nacional revistaram e apagaram as fotos que o prefeito e os outros fazendeiros tinha feito dos índios. O Paulo ficou vendo tudo e só depois se identificou e o prefeito ficou sem graça. Ele pensou que era só a Fundação Nacional do Índio (Funai) que estava com a gente".
POR TONICO BENITES
ANTROPÓLOGO GUARANI KAIOWÁ-MEMBRO DE ATY GUASU
DECLARAÇÃO DE AMEAÇA DE MORTE
Vimos através deste documento socializar e denunciar as ameaças de morte ocorridas no dia 27/11/2011, às 16:15 h, na estrada pública distante 20 km da entrada do acampamento indígena tekoha Pyelito kue-Mbarakay, município de Iguatemi-MS.

Cerca de 100 lideranças indígenas guarani e kaiowá, após Aty Guasu no tekoha Yvy Katu, encerrada na manhã desse mesmo dia, fomos acompanhar a comitiva da Presidência da República do Brasil (Sr. Secretário de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidencia, Paulos Maldos, acompanhado do sr. Thiago Garcia e do sr. Bruno, da Secretaria de Direitos Humanos) em visita ao dito tekoha Pyelito kue-Mbarakay.

A comitiva da Presidência da República do Brasil atendeu a solicitação do Conselho da Aty Guasu, por isso agendou uma visita ao acampamento do Pyelito-Kue Mbarakay. A equipe visitou o acampamento destruído na margem da estrada pública. No local, o grupo indígena foi atacado violentamente por pistoleiros no dia 23/08/2011. Ali, aconteceu reunião Aty com a comitiva do Governo Federal. O encontro durou três horas – de 13:00 a 16:00. As lideranças do Pyelito Kue- Mbarakay narraram ameaças de morte existente contra o acampamento. Todas as noites há tiros de arma de fogo em torno do acampamento, não há segurança. Além disso, no acampamento, não há assistência à saúde e educação. A comitiva federal e sua visita foram escoltadas por equipe da Força Nacional de Segurança Pública.

Depois desta reunião, às 16 horas, retornamos do acampamento Pyelito, e, quando chegamos à encruzilhada da vicinal com a estrada asfaltada que liga Iguatemi a Tacuru, nos deparamos com as três caminhonetes. Os quatro ocupantes desses veículos estavam filmadoras na mão, filmando-nos. Fizeram ameaça publicamente: “Vamos queimar esses ônibus com índios! Índios vagabundos! Ficam invadindo fazendas”. Disseram ainda: “Recebi orientação da Roseli do CNJ para fazer isso, cercar os senhores e filmar e tirar fotos. Isso não vai ficar assim não! Esses índios vão pagar pelos seus atos, invasores das fazendas! Por isso tiro fotos... Ninguém pode com nós! Nós que mandamos aqui. Vai acontecer do jeito que nós queremos, nunca vamos deixar os índios e nem a FUNAI invadir fazendas”. E assim continou, filmando nós todos, com voz de tom nervoso. Diante disso, a polícia da Força Nacional e os integrantes da comitiva da Presidência da República desceram dos carros oficiais para conversarem com os quatros que estavam tirando foto. Um deles se apresentou como prefeito de Iguatemi, e outro, como presidente do Sindicato Rural de Iguatemi-MS. Os dois são fazendeiros da região de Pyelito Kue-Mbarakay.

Nós todos, cem lideranças, fomos filmados, tiraram as nossas fotos, e antes mesmo de a policia retirar dele a máquina fotográfica, entregaram para outra pessoa, em caminhonete S 10 que saiu imediatamente do local indo em direção à cidade de Iguatemi-MS.

Diante disso, pedimos a todas as autoridades, com urgência, que tomem providências legais cabíveis em relação ao caso narrado, em que houve ameaça de morte anunciada pelo prefeito e pelo presidente do Sindicato Rural. Ver algumas fotos em anexo.’

Aty Guasu do povo Guarani e Kaiowá-MS
assinamos e encaminhamos este documento.

27/11/2011, Aty Guassu na margen da estrada publica - Pyelito Kue, no acampamento destruido pelos pistoleiros das fazendas no dia 23/08/2011 às 20hs














Prefeito de Iguatemi e presidente do sindicato rural, filmando a todos e ameaçando em 27/11/2011, as 16:14hs, na entrada do acampamento Pyelito Kue














  O momento da ameaça. Homem que se apresenta como prefeito de Iguatemi, proprietario de fazenda na área de Pyelito Kue-Mbarakay ( com o dedo em rise) reforça ameaça aos indígenas alegando que agia sob orientações de Roseli do CNJ












Lideranças da Aty GUassu ficaram do outro lado da estrada enquanto a comitiva da presidencia dialogava com o grupo de fazendeiros, com segurança feita pela equipe da Força nacional de Segurança Publica.













Apelo enviado em 28/11/2011 no periodo da tarde, via Fecebook pelo parente Sassa Tupinambá que se encontra em Dourados pouco antes das ameaças.

"Ainda estou na regão de Dourados e hoje, eu e o Cacique Ládio, recebemos um 

telefonema de lideranças indígenas dizendo que um grupo de fazendeiros estão indo 

para Puelito Kue, onde ontem estivemos com representantes do governo e movimento 

indígena. Ontem, ao sairmos da aldeia em direção a rodovia, na estrada de terra que 

corta a fazenda, quando fomos abordados pelo presidente do sindicato rural Marcio 

Sorgatto e um grupo de fazendeiros que, mesmo com a presença das autoridades e 

da Força Nacional, se mostraram arrogantes para com os indígenas. Tiraram 

fotografias e filmaram como forma de ameaça. No momento mais tenso da 

conversação o prefeito da cidade mencionou que queria me prender por eu ter falado 

que ele é aliado dos fazendeiros, me acusando de desacato. Mais uma vez a 

comunidade será atacada por fazendeiros que foram prontamente atendidos pelo 

prefeito de Cidade de Itamarati, o José Roberto, do PSDB, contra os indigenas. Puelito 

Kue é a mesma aldeia que sofreu ataque na ultima sexta-feira. A força nacional deve ir 

para o local com urgência!" (Por Sassá Tupinambá)

Fontes informativas:
Sassá Tupinambá
Tonico Benites
Mayalú Txucarramae

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A história dos Direitos Humanos


O que são os direitos humanos ?


O vídeo procura elucidar para as pessoas o que são os Direitos Humanos e como foi sua origem. São direitos que todos os seres humanos, homens, mulheres, crianças, idosos, gays, lésbicas, indígenas, mendigos, pobres, mulçumanos, católicos, espíritas, ateus, agnósticos... Ou seja, direitos que TODOS POSSUEM pelo simples fato de serem humanos.

São direitos que buscam manter a liberdade de direitos. Possuem o objetivo de manter a DIGNIDADE HUMANA. 


Assista o vídeo que vale muito apena!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Violência contra os povos indígenas 5

Denúncia do Massacre: Caso Nísio Gomes


A luta dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul (Brasil) por paz e pelo direito de usufruir de sua terra parece estar longe de acabar. Na manhã desta sexta-feira (18), Tonico Guarani-Kaiowá, membro do Aty Guasu, denunciou, por meio do Programa Kaiowá/Guarani da Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, a massacre praticado no acampamento Tekoha Guaiviry, no município de Amambaí.

Por volta das 6h30 desta sexta, 42 pistoleiros mascarados e fortemente armados invadiram o acampamento e tiraram a vida do cacique Nísio Gomes, de 67 anos, morto com vários tiros de calibre 12 nos braços, pernas, peito e cabeça. Ao se retirarem da comunidade os pistoleiros levaram consigo o corpo do cacique.

De acordo com o kaiowá Valmir, filho de Nísio, uma mulher e uma criança também foram assassinados e seus corpos levados por uma caminhonete de cor cinza. Ao tentar apurar o fato, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) recebeu informações de que, além dos assassinatos, dois jovens e uma criança haviam sido sequestrados, no entanto, ainda não há informações precisas já que a comunidade está apreensiva e abalada com o fato…


Indígenas da comunidade Kaiowá Guarani do acampamento 
TekohaGuaviry, município de Amambaí (MS), 350 quilômetros ao 
sul de Campo Grande, foram vítimas de um massacre na manhã 
desta sexta-feira (18) 42 homens com armas de calibre 12 
dispararam contra os indígenas antes das 6h30.
A suspeita é de que a ação tenha sido protagonizada por pistoleiros. Nísio Gomes, de 59 anos, cacique da comunidade, era o principal alvo da ação. A exemplo de crimes anteriores contra a etnia no estado, o corpo do líder foi levado.
Segundo o Cimi, os integrantes da comunidade alertaram o fato, mas mostravam-se em estado de choque. Não há confirmações sobre as mortes, mas mais um ou dois jovens, uma mulher e uma criança estão desaparecidas.
Eles estavam acampados à beira da rodovia estadual MS-386. Amambai fica próximo à cidade de Ponta Porã e à fronteira com o Paraguai. O temor é que os corpos tenham sido levados para o país vizinho, o que dificultaria a localização e a investigação do caso.
A suspeita é que os autores do disparo sejam pistoleiros contratados para executar o crime. Os relatos indicam que os homens usavam máscaras e jaquetas escuras, além de armamento pesado. Barracas foram incendiadas após a ação.
O Ministério Público Federal, a Polícia Federal de Ponta Porã e a Fundação Nacional do Índio (Funai) foram acionados. Indígenas relataram a presença de pessoas armadas na região a mando de fazendeiros. Após um ato de solidariedade entre grupos da região na semana passada, um ônibus de membros de um movimento indígena informaram terem sido abordados e detidos na rodovia por horas de negociação.
Procurado, o Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul confirma o ataque à comunidade, mas prefere cautela e não confirma se houve ou não um massacre. Tampouco há confirmações sobre número de feridos. O órgão solicitou a abertura de inquérito policial para investigar o caso. O antropólogo do Ministério Público Federal está no local desde a manhã desta sexta para buscar informações e, eventualmente, solicitar outras providências.

Por ser uma área desprovida de cobertura de telefonia celular, não há atualizações a respeito.
Segundo o Cimi, Nísio Gomes foi morto com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. A testemunha que detalhou os acontecimentos ao conselho disse que o filho do cacique chegou a se colocar entre os pistoleiros e o pai, mas foi derrubado com um tiro de borracha no peito. Alguns indígenas ainda permaneceram no acampamento, mas a maior parte dos 60 integrantes teria fugido para o mato.
acampamento foi estabelecido no início de novembro, dentro das fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá. Outras ações violentas contra o grupo haviam sido denunciadas pela organização.