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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Facebookcídio coletivo: protesto contra genocídio e violação de direitos guarani-kaiowá


A situação dos índios guarani-kaiowá que vivem em Mato Grosso do Sul promete causar um 'facebookcídio coletivo' nesta sexta-feira (2). Até o momento, mais de quatro mil usuários do Facebook prometem 'morrer' nas redes sociais em apoio à causa indígena.
Os manifestantes podem reativar os perfis no Facebook depois do protesto virtual, que já reúne mais de 85 mil convidados.
Morte real
Relatórios oficiais mostram que os índios sul-mato-grossenses são as principais vítimas de violência contra povos indígenas no Brasil. Entre 2003 e 2011, foram 279 assassinatos em MS, enquanto todo o resto do país registrou 224 casos.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a 'retomada' de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.
Facebookcídio
A ideia de uma 'morte virtual coletiva' surgiu após a repercussão nas redes sociais de uma carta dos guarani sul-mato-grossenses pedindo ao Governo Federal e à Justiça que, ao invés de determinar o despejo deles, fosse determinada a extinção da aldeia.
Os índios avisaram que decidiram morrer na terra onde os ancestrais viveram, e muitos interpretaram o documento como uma ameaça de suicídio coletivo. Os próprios guarani explicaram que apenas avisaram não ter mais forças para deixar a terra ocupada enquanto aguardam a decisão da Justiça.
Facebookcídio
Agora, no Facebook, a proposta dos organizadores da 'Morte Virtual Coletiva' é apoiar os guarani-kaiowá na luta pela demarcação das terras já declaradas indígenas em Mato Grosso do Sul. "Somos pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo, com um objetivo comum, chamar a atenção para a situação alarmante dos Guarani-Kaiowá", explicam na página do evento.
"É uma espécie de performance online, uma "morte simbólica" anunciada". Para participar, basta desativar a conta no Facebook no dia 2 de novembro, às 21 horas, no horário de Brasília. A partir das 19 horas, os organizadores da mobilização prometem ficar online, trocando informações e ajudando quem quiser participar.
"Vamos fazer uma contagem regressiva e morrer pela causa Guarani-Kaiowá, isto é, vamos desativas nossas contas do Facebook como forma de protesto", avisam.
Segundo a organização, após o protesto cada um decide se voltará ou não a usar o Facebook. E 'ressuscitar' na rede social não é algo difícil: basta desativar a conta, e não excluir o perfil. "Assim podemos voltar depois. Para desativar, basta seguir os comandos Configurações de Conta >> Segurança >> opção Desativar sua conta >> selecione e/ou descreva o motivo da sua saída >> Confirmar".
Reprodução, Facebook.com
'Suicídio virtual coletivo no Facebook': evento em apoio aos guarani de Mato Grosso do Sul
Para reativar uma conta desativada no Facebook, basta fazer login normalmente com o e-mail e senha antigos. Em seguida, o usuário será encaminhado para um link de reativação.

domingo, 28 de outubro de 2012

Diga não ao Genocídio Guarani-Kaiowá!

Petição contra o Genocídio dos indígenas. 
A etnia Guarani-kaiowá está sofrendo diversas formas de violação dos direitos humanos.



Assine a petição:  AQUI!

Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo.




Por que é importante ?


Leia, abaixo, carta de socorro da comunidade Guarani-Kaiowá. Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo. CARTA:

"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.


Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.


Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.


A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.


De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.


Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''


Via Miguel Maron


Via Marina Soucasaux Mendes


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Índios Kaiowá Guarani à beira do suicídio devido à flagrante injustiça social





Índios Kaiowá Guarani à beira do suicídio devido à flagrante injustiça social


Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado
"mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia. Quase nenhuma importância se deu a uma espécie
de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi,
no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia.
(Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os
Kaiowá-Guarani informaram:

- Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui.
Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos
até hoje. Comemos uma vez por dia. 

Em sua carta testamento os Kaiowá/Guarani rogam:

- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa
morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de
enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido
aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse:
"A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a
tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio.
Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores,
cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque
viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados,
Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário,
o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. 

No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram
no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio.  

Silêncio dos governos e da Mídia
Um silêncio cúmplice dessa tragédia.


Agradeço a postagem:  Juliete Aquino, Cientista Social; Aline Gonçalves, Secretaria de Educação.

domingo, 15 de julho de 2012

Manifesto pela Luta popular

Manifesto
            Nós, educadoras e educadores populares que construímos a Rede de Educação Cidadã no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás, manifestamos nosso total e incondicional apoio às lutas populares desencadeadas na região contra o modelo político, social e econômico dominante.
      Reafirmamos nosso compromisso com as lutas e construção do Poder Popular no Brasil, potencializando as lutas desencadeadas na região e participando de sua construção como exercício de cidadania, a partir dos nossos processos de formação e busca incessante pela unidade das organizações de luta da classe trabalhadora. Neste sentido apresentamos as seguintes bandeiras de luta à população do centro-oeste:

1-  Por Reforma Agrária, contra o novo código florestal e contra o uso criminoso de agrotóxicos;
         A terra na região centro oeste é concentrada nas mãos de poucas famílias. Os latifúndios dos históricos coronéis se modernizaram transformando-se em empresas. Hoje o setor é chamado de agronegócio, mas continua gerando riquezas para poucas pessoas, explorando o trabalho de camponeses que não tem terra para produzir, produzindo poucas culturas em larga escala (soja, cana, milho, sorgo, capim, etc.), em geral, para exportar ou para alimentação animal. Sua finalidade é o lucro, e não a produção diversificada de alimentos saudáveis como quer que acreditemos a Confederação Nacional da Agricultura (entidade que representa os interesses dos grandes empresários da terra). Tanto que 70% do alimento produzido no país vêm das pequenas propriedades da agricultura familiar e camponesa segundo dados do censo agropecuário divulgado pelo IBGE em 2006 e retificados em 2009.
         Infelizmente nos últimos anos a reforma agrária saiu da pauta do Governo Federal, pouco se avançou no assentamento de novas famílias, bem como nas políticas voltadas para as famílias assentadas. O ano de 2011 foi o pior, para o processo de reforma agrária, dos últimos 16 anos. Somado ao crescente apoio ao agronegócio percebemos que o governo não assumiu uma política de reforma agrária de fato.
          Historicamente no Centro-Oeste, temos governos ligados ao agronegócio, não existe por parte dos Estados da região quase nenhuma política efetiva de apoio a agricultura familiar e camponesa, as que existem são insuficientes. Por outro lado há um processo de intensificação da criminalização daqueles que lutam por um pedaço de terra como mostra os dados sobre conflitos no campo levantados pela Comissão Pastoral da Terra.
         O Centro-Oeste brasileiro é a região símbolo do agronegócio, e isso não seria possível sem o apoio incondicional dos governos estaduais e federal nas suas três esferas – Executivo, Legislativo e Judiciário. Lutar por reforma agrária é lutar por uma política de inclusão social de fato, é lutar por outro modelo agrícola pautado na agroecologia, é lutar pela produção saudável de alimentos, é lutar pela democratização do acesso a terra, é lutar pela proteção ambiental, por isso damos nosso total apoio à luta por reforma agrária e repudiamos qualquer ação de paralisação da mesma.

Modelo agrícola Pautado na destruição ambiental

          O modelo agrícola brasileiro e, sobretudo na região Centro-Oeste tem devastado o nosso Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. A recente aprovação pelo Congresso Nacional de alterações no código florestal, mostra que o Legislativo, na sua maioria, quer continuar apoiando esse modelo de devastação e destruição ambiental. Mesmo com os vetos parciais da presidente Dilma, as alterações feitas no código florestal são um retrocesso para a questão ambiental no Brasil. Sobretudo no ano em que sediamos a RIO+20.

Agrotóxico mata! Todo apoio a campanha permanente contra os agrotóxicos

          
        O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos, “Na safra 2010/2011, o Brasil comercializou mais de um bilhão de litros de agrotóxicos, sem contar os comercializados ilegalmente que em regiões agrícolas, tais como os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Paraná, são de uso muito comum” (ABRASCO). Isso é o reflexo do modelo agrícola brasileiro pautado na monocultura e grande concentração de terra. No entanto, sabemos que os agrotóxicos são prejudiciais tanto para o meio ambiente como para as pessoas que se alimentam com comidas contaminadas por agrotóxicos ou que vivemos próximos a regiões de grandes lavouras.
        Pesquisas realizadas no Mato Grosso mostraram que o leite já vem contaminado com agrotóxicos, além de vários outros casos de trabalhadores/as que adoeceram ou morreram pelo contato com o agrotóxico.
        Os ruralistas defendem que o único jeito de produzir alimentos para o mercado interno e para exportação é envenenando as lavouras. Ou seja, dizem que a maioria da população só pode se alimentar se for com veneno. A preocupação deles não é com a saúde da população ou pela questão ambiental, mais sim de permanecerem obtendo lucros exorbitantes. Nós apoiamos totalmente a luta contra os agrotóxicos por entendermos que isso é uma questão de saúde pública. E reafirmamos a necessidade de outro modelo agrícola brasileiro pautada na produção diversificada de alimentos e na agroecologia, sem o uso de agrotóxicos e agressões ao meio ambiente.

"Sonha e serás livre de espírito... Luta e serás livre na vida. "

(Che Guevara)

Lutar é direito, lutar não é crime! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais que lutam por direitos.

           A falta de políticas públicas que atendam as necessidades da população deve ser tratada como caso de política e não de policia. No Centro-Oeste temos assistido continuamente ataques aos direitos humanos, sobretudo daqueles que ousam a se levantar contra esse modelo de exploração.
        A violência no campo tem aumentando assustadoramente, em 2011 teve um aumento de 15% dos conflitos no campo em relação a 2010 segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, fruto da impunidade daqueles que mandam ou cometem esses crimes. No Centro-Oeste temos acompanhado a luta dos povos indígenas, que tiveram suas terras usurpadas pelos latifundiários com o apoio do braço armado do estado. Vemos ações de extermínio dos povos indígenas com massacres sendo realizados sob a tutela do estado. Entre 2003 e 2010 foram assassinados 499 indígenas no Brasil. Hoje a cerca de 750 indígenas presos e outras 60 lideranças respondem a processos segundo relatório apresentado pela CNBB.
          Repudiamos com veemência qualquer ação de criminalização daqueles que lutam por direitos, sendo que essas lutas são reflexos da ausência de um estado que atendam as necessidades de todos e não apenas de alguns grupos. Dizemos não ao massacre dos povos indígenas e a usurpação de suas terras como também dizemos como o Che: – “Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mais já mais vão conseguir deter a primavera inteira”.

2- Não a privatização dos bens públicos, a corrupção, e a crescente especulação imobiliária.

        Temos visto na região Centro-Oeste uma crescente ação por parte dos governos de plantão de entrega dos bens públicos a interesses privados. A receita é simples, sucateiam os hospitais, postos de saúde, as escolas e creches, estradas, o setor de saneamento e de energia entre outros e depois como desculpa de que vai melhorar a gestão passa tudo isso para mão da iniciativa privada.
        Mas, sabemos que é apenas uma desculpa para tirar das costas do estado suas obrigações com o discurso de que vai melhorar. Na prática não há nenhuma melhora, ao contrário, é só mais um meio de desviar recursos públicos para interesses de grupos privados. Exigimos a paralisação do processo de entrega dos bens públicos para iniciativa privada, assim como apoiamos todas as lutas contra o processo de privatização dos governos da região.

Contra a corrupção, por uma reforma do sistema político já!

         Da mesma forma funcionam os esquemas de corrupção. O apoio financeiro nas campanhas compromete os candidatos eleitos com seus “patrocinadores”. Quando eleitos se tornam sócios. No recente episódio do Cachoeira foi desvelado um enorme esquema de envolvimento do Governo de Goiás com o criminoso dos caça-níqueis, e o objetivo é sempre: mais lucro.
        Neste sentido, somos contra o financiamento privado de campanhas. Assim como dizemos não aos governos de empresários que não representam os interesses do povo. E gritamos por uma reforma do sistema político já!

A especulação imobiliária e as obras da copa. Copa sim, a qualquer custo não!

        Várias famílias estão sendo jogadas de suas casas para construção de obras de infra-estrutura para a copa do mundo de 2014, assim como a especulação imobiliária que cada vez mais tem expulsado as trabalhadoras e trabalhadores para periferia. As obras que estão sendo feitas não são discutidas com a população e servem mais para encher os bolsos de empreiteiras e especuladores de dinheiro.
       Repudiamos totalmente essa ação governamental em obediência aos interesses empresariais. Solidarizamos com as famílias que vem sofrendo essas remoções criminosas como também damos nosso total apoio à resistência dos comitês populares da copa. Defendemos a formulação de políticas de combate à especulação imobiliária e a implementação concreta do Estatuto das Cidades.

Fortalecer um projeto anticapitalista para construção do poder popular
               Entendemos que a construção de um Projeto Popular no Centro-Oeste passa pelo fortalecimento das lutas populares, a organização popular e a denuncia do modelo hegemônico de produção e exploração. Para tanto, é fundamental fortalecermos um projeto anticapitalista em nossa região, pois a exploração, as desigualdades sociais, a apropriação da riqueza pelas elites, a falta de políticas públicas democráticas que atendam a necessidade da população, o modelo agroexportador, são inerentes a esse sistema, assim como o incessante ataque aos direitos da classe trabalhadora e a corrupção que assola a região.
             Por tanto para superar tudo isso é de fundamental construir outro modelo de sociedade pautado na solidariedade de classe, na busca da superação das desigualdades sociais.
             Por fim, fazemos um chamado à unidade da classe trabalhadora, a todas e todos que são explorados e subjugados pela ordem vigente a se levantarem pelos seus direitos, se organizando e mobilizando contra os ataques a classe trabalhadora.

“Quando o campo e a cidade se unir – A burguesia não vai resistir”
“O povo que ousa sonhar, constrói o poder popular.”

REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ – CENTRO-OESTE
 
Fonte: Recid-MS

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sindicato Rural e Prefeito de Iguatemi ameaçam índios e são surpreendidos por secretário da Presidência


Ao relato abaixo, acrescento que o secretário Paulo Maldos nos disse que ficou "impressionado com a prepotência do prefeito e dos outros fazendeiros".
Paulo disse à eles que não podem agredir os índios e se algo acontecer à comunidade eles serão chamados imediatamente para esclarecimentos, sendo considerados supeitos.
Segundo Eliseu Lopes, membro do Conselho Aty Guasu, "os políciais da Força Nacional revistaram e apagaram as fotos que o prefeito e os outros fazendeiros tinha feito dos índios. O Paulo ficou vendo tudo e só depois se identificou e o prefeito ficou sem graça. Ele pensou que era só a Fundação Nacional do Índio (Funai) que estava com a gente".
POR TONICO BENITES
ANTROPÓLOGO GUARANI KAIOWÁ-MEMBRO DE ATY GUASU
DECLARAÇÃO DE AMEAÇA DE MORTE
Vimos através deste documento socializar e denunciar as ameaças de morte ocorridas no dia 27/11/2011, às 16:15 h, na estrada pública distante 20 km da entrada do acampamento indígena tekoha Pyelito kue-Mbarakay, município de Iguatemi-MS.

Cerca de 100 lideranças indígenas guarani e kaiowá, após Aty Guasu no tekoha Yvy Katu, encerrada na manhã desse mesmo dia, fomos acompanhar a comitiva da Presidência da República do Brasil (Sr. Secretário de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidencia, Paulos Maldos, acompanhado do sr. Thiago Garcia e do sr. Bruno, da Secretaria de Direitos Humanos) em visita ao dito tekoha Pyelito kue-Mbarakay.

A comitiva da Presidência da República do Brasil atendeu a solicitação do Conselho da Aty Guasu, por isso agendou uma visita ao acampamento do Pyelito-Kue Mbarakay. A equipe visitou o acampamento destruído na margem da estrada pública. No local, o grupo indígena foi atacado violentamente por pistoleiros no dia 23/08/2011. Ali, aconteceu reunião Aty com a comitiva do Governo Federal. O encontro durou três horas – de 13:00 a 16:00. As lideranças do Pyelito Kue- Mbarakay narraram ameaças de morte existente contra o acampamento. Todas as noites há tiros de arma de fogo em torno do acampamento, não há segurança. Além disso, no acampamento, não há assistência à saúde e educação. A comitiva federal e sua visita foram escoltadas por equipe da Força Nacional de Segurança Pública.

Depois desta reunião, às 16 horas, retornamos do acampamento Pyelito, e, quando chegamos à encruzilhada da vicinal com a estrada asfaltada que liga Iguatemi a Tacuru, nos deparamos com as três caminhonetes. Os quatro ocupantes desses veículos estavam filmadoras na mão, filmando-nos. Fizeram ameaça publicamente: “Vamos queimar esses ônibus com índios! Índios vagabundos! Ficam invadindo fazendas”. Disseram ainda: “Recebi orientação da Roseli do CNJ para fazer isso, cercar os senhores e filmar e tirar fotos. Isso não vai ficar assim não! Esses índios vão pagar pelos seus atos, invasores das fazendas! Por isso tiro fotos... Ninguém pode com nós! Nós que mandamos aqui. Vai acontecer do jeito que nós queremos, nunca vamos deixar os índios e nem a FUNAI invadir fazendas”. E assim continou, filmando nós todos, com voz de tom nervoso. Diante disso, a polícia da Força Nacional e os integrantes da comitiva da Presidência da República desceram dos carros oficiais para conversarem com os quatros que estavam tirando foto. Um deles se apresentou como prefeito de Iguatemi, e outro, como presidente do Sindicato Rural de Iguatemi-MS. Os dois são fazendeiros da região de Pyelito Kue-Mbarakay.

Nós todos, cem lideranças, fomos filmados, tiraram as nossas fotos, e antes mesmo de a policia retirar dele a máquina fotográfica, entregaram para outra pessoa, em caminhonete S 10 que saiu imediatamente do local indo em direção à cidade de Iguatemi-MS.

Diante disso, pedimos a todas as autoridades, com urgência, que tomem providências legais cabíveis em relação ao caso narrado, em que houve ameaça de morte anunciada pelo prefeito e pelo presidente do Sindicato Rural. Ver algumas fotos em anexo.’

Aty Guasu do povo Guarani e Kaiowá-MS
assinamos e encaminhamos este documento.

27/11/2011, Aty Guassu na margen da estrada publica - Pyelito Kue, no acampamento destruido pelos pistoleiros das fazendas no dia 23/08/2011 às 20hs














Prefeito de Iguatemi e presidente do sindicato rural, filmando a todos e ameaçando em 27/11/2011, as 16:14hs, na entrada do acampamento Pyelito Kue














  O momento da ameaça. Homem que se apresenta como prefeito de Iguatemi, proprietario de fazenda na área de Pyelito Kue-Mbarakay ( com o dedo em rise) reforça ameaça aos indígenas alegando que agia sob orientações de Roseli do CNJ












Lideranças da Aty GUassu ficaram do outro lado da estrada enquanto a comitiva da presidencia dialogava com o grupo de fazendeiros, com segurança feita pela equipe da Força nacional de Segurança Publica.













Apelo enviado em 28/11/2011 no periodo da tarde, via Fecebook pelo parente Sassa Tupinambá que se encontra em Dourados pouco antes das ameaças.

"Ainda estou na regão de Dourados e hoje, eu e o Cacique Ládio, recebemos um 

telefonema de lideranças indígenas dizendo que um grupo de fazendeiros estão indo 

para Puelito Kue, onde ontem estivemos com representantes do governo e movimento 

indígena. Ontem, ao sairmos da aldeia em direção a rodovia, na estrada de terra que 

corta a fazenda, quando fomos abordados pelo presidente do sindicato rural Marcio 

Sorgatto e um grupo de fazendeiros que, mesmo com a presença das autoridades e 

da Força Nacional, se mostraram arrogantes para com os indígenas. Tiraram 

fotografias e filmaram como forma de ameaça. No momento mais tenso da 

conversação o prefeito da cidade mencionou que queria me prender por eu ter falado 

que ele é aliado dos fazendeiros, me acusando de desacato. Mais uma vez a 

comunidade será atacada por fazendeiros que foram prontamente atendidos pelo 

prefeito de Cidade de Itamarati, o José Roberto, do PSDB, contra os indigenas. Puelito 

Kue é a mesma aldeia que sofreu ataque na ultima sexta-feira. A força nacional deve ir 

para o local com urgência!" (Por Sassá Tupinambá)

Fontes informativas:
Sassá Tupinambá
Tonico Benites
Mayalú Txucarramae

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A história dos Direitos Humanos


O que são os direitos humanos ?


O vídeo procura elucidar para as pessoas o que são os Direitos Humanos e como foi sua origem. São direitos que todos os seres humanos, homens, mulheres, crianças, idosos, gays, lésbicas, indígenas, mendigos, pobres, mulçumanos, católicos, espíritas, ateus, agnósticos... Ou seja, direitos que TODOS POSSUEM pelo simples fato de serem humanos.

São direitos que buscam manter a liberdade de direitos. Possuem o objetivo de manter a DIGNIDADE HUMANA. 


Assista o vídeo que vale muito apena!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Violência contra os povos indígenas 5

Denúncia do Massacre: Caso Nísio Gomes


A luta dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul (Brasil) por paz e pelo direito de usufruir de sua terra parece estar longe de acabar. Na manhã desta sexta-feira (18), Tonico Guarani-Kaiowá, membro do Aty Guasu, denunciou, por meio do Programa Kaiowá/Guarani da Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, a massacre praticado no acampamento Tekoha Guaiviry, no município de Amambaí.

Por volta das 6h30 desta sexta, 42 pistoleiros mascarados e fortemente armados invadiram o acampamento e tiraram a vida do cacique Nísio Gomes, de 67 anos, morto com vários tiros de calibre 12 nos braços, pernas, peito e cabeça. Ao se retirarem da comunidade os pistoleiros levaram consigo o corpo do cacique.

De acordo com o kaiowá Valmir, filho de Nísio, uma mulher e uma criança também foram assassinados e seus corpos levados por uma caminhonete de cor cinza. Ao tentar apurar o fato, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) recebeu informações de que, além dos assassinatos, dois jovens e uma criança haviam sido sequestrados, no entanto, ainda não há informações precisas já que a comunidade está apreensiva e abalada com o fato…


Indígenas da comunidade Kaiowá Guarani do acampamento 
TekohaGuaviry, município de Amambaí (MS), 350 quilômetros ao 
sul de Campo Grande, foram vítimas de um massacre na manhã 
desta sexta-feira (18) 42 homens com armas de calibre 12 
dispararam contra os indígenas antes das 6h30.
A suspeita é de que a ação tenha sido protagonizada por pistoleiros. Nísio Gomes, de 59 anos, cacique da comunidade, era o principal alvo da ação. A exemplo de crimes anteriores contra a etnia no estado, o corpo do líder foi levado.
Segundo o Cimi, os integrantes da comunidade alertaram o fato, mas mostravam-se em estado de choque. Não há confirmações sobre as mortes, mas mais um ou dois jovens, uma mulher e uma criança estão desaparecidas.
Eles estavam acampados à beira da rodovia estadual MS-386. Amambai fica próximo à cidade de Ponta Porã e à fronteira com o Paraguai. O temor é que os corpos tenham sido levados para o país vizinho, o que dificultaria a localização e a investigação do caso.
A suspeita é que os autores do disparo sejam pistoleiros contratados para executar o crime. Os relatos indicam que os homens usavam máscaras e jaquetas escuras, além de armamento pesado. Barracas foram incendiadas após a ação.
O Ministério Público Federal, a Polícia Federal de Ponta Porã e a Fundação Nacional do Índio (Funai) foram acionados. Indígenas relataram a presença de pessoas armadas na região a mando de fazendeiros. Após um ato de solidariedade entre grupos da região na semana passada, um ônibus de membros de um movimento indígena informaram terem sido abordados e detidos na rodovia por horas de negociação.
Procurado, o Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul confirma o ataque à comunidade, mas prefere cautela e não confirma se houve ou não um massacre. Tampouco há confirmações sobre número de feridos. O órgão solicitou a abertura de inquérito policial para investigar o caso. O antropólogo do Ministério Público Federal está no local desde a manhã desta sexta para buscar informações e, eventualmente, solicitar outras providências.

Por ser uma área desprovida de cobertura de telefonia celular, não há atualizações a respeito.
Segundo o Cimi, Nísio Gomes foi morto com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. A testemunha que detalhou os acontecimentos ao conselho disse que o filho do cacique chegou a se colocar entre os pistoleiros e o pai, mas foi derrubado com um tiro de borracha no peito. Alguns indígenas ainda permaneceram no acampamento, mas a maior parte dos 60 integrantes teria fugido para o mato.
acampamento foi estabelecido no início de novembro, dentro das fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá. Outras ações violentas contra o grupo haviam sido denunciadas pela organização.

Violência contra os povos indígenas 4


 Tribunal Popular está em contato direto com lideranças indigenas no Estado do Mato Grosso do Sul e recebeu denúncia urgente que pode resultar no assassinato de caciques na região. A empresa de segurança privada SEPRIVA (sic), com sede em Dourados (MS), foi contratada pelos fazendeiros da região de Dourados para exeterminar os Guarani-Kaiowá, que lutam pela demarcação das terras indigenas. Segundo informações que acabamos de receber diretamente da região, existe uma lista das lideranças Guarani Kaiowá para matar imediatamente e são eles: Cacique Ládio, vereador Otoniel (PT), Cacique Ambrosio, Cacique Carlitos. A pior situação é do Cacique Ládio, que está sendo caçado nesse exato momento na zona rural do municipio de Júti, a mando do fazendeiro Jacinto Honorio da Silva, mandante do assassinato do Cacique Marcos
Veron (pai do Ládio). Os jagunços da SEPRIVA estão indo em direção a aldeia Taquara afirmando que irão matar o Cacique Ládio Veron ainda hoje.
Segundo informações, a Policia Federal mandou 3 policiais para enfrentar os 50 jagunços da Sepriva e voltaram correndo com a situação.
MAIORES INFORMAÇÕES: Givanildo Manoel - Militante do Tribunal Popular em São Paulo: (11) 7691-8763 V. (nome omitido a pedido do mesmo) - Liderança indigena Guarani-Kaiowá na região de Dourados: (67) 9638-0565



Violência contra os povos indígenas 3


Em resposta ao ataque sofrido pela comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, região sul do Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (25) acontece na Assembleia Legislativa de Campo Grande, às 9 horas, Ato Público Contra o Extermínio dos Povos Indígenas no estado.  

Dezenas de organizações sociais, parlamentares, sociedade civil e entidades indígenas e indigenistas estão envolvidas na manifestação pública a favor da demarcação e homologação das terras indígenas no estado como forma de coibir a violência e o etnocídio.

O ato é uma das atividades que faz parte das mobilizações indígenas desencadeadas logo após a ação de um bando de pistoleiros mascarados no início da manhã do último dia 18. Na ocasião, o cacique Nisio Gomes foi atingido por vários disparos de arma de grosso calibre e depois teve o corpo levado pelos atiradores.

No sábado (26) ocorrerá um Aty Guasu (Grande Reunião) em Yvy Katu, município de Japorã. No domingo (27) pela manhã o Aty Guasu acontece em Pyelito-Kue para acompanhar a visita dos representantes da Presidência da República Paulo Maldos e Thiago Garcia; à tarde, o grupo se dirige para o acampamento Guaiviry, local do último ataque.

Todas essas ações culminarão num Aty Guasu com a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Comitê Gestor Indigenista Interministerial - formado por 12 ministérios.

Permanência

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá. Mais de 200 indígenas estão agora no acampamento e a Força Nacional fará a segurança da comunidade por tempo indeterminado.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou Valmir Kaiowá Guarani, filho do cacique morto. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

Conforme recente publicação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a violência pratica contra os povos indígenas do MS nos últimos oito anos, no estado está concentrada a maior quantidade de acampamentos indígenas do País, 31 - há dois anos, em 2009, eram 22.

São mais de 1200 famílias vivendo em condições degradantes à beira de rodovias ou sitiadas em fazendas. Expostas a violências diversas, as comunidades veem suas crianças sofrerem com a desnutrição – os casos somam 4 mil nos últimos oito anos - e longe do território tradicional.

Atualmente, 98% da população originária do estado vivem efetivamente em menos de 75 mil hectares, ou seja, 0,2% do território estadual. Em dados comparativos, cerca de 70 mil cabeças de gado, das mais de 22,3 milhões que o estado possui, ocupam área equivalente as que estão efetivamente na posse dos indígenas hoje.

Sobre o território

Com relatório em fase de conclusão pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a área ocupada pela comunidade está em processo de identificação desde 2008. Por conta disso, o ataque tem como principal causa o conflito pela posse do território. A região do ataque fica a meia hora da fronteira com o Paraguai.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal (MPF), referente ao processo de demarcação da Terra Indígena, está em execução.


Fonte: CIMI