No dia 11 de agosto, Brasil de Fato e Caros Amigos divulgaram as ameaças que os índios Guarani e Kaiowá da terra indígena Pyelito Kue - Mbarakay estavam sofrendo para deixar a área que ocuparam e transformaram em fazenda. Recordaram ainda os ataques ilegais de pistoleiros que o grupo sofreu para deixar a área em 2003 e 2009, quando crianças, mulheres e idosos foram torturados. No segundo ataque um adolescente desapareceu. Mesmo com todas estas informações, nenhuma autoridade se manifestou para impedir um novo massacre. Parte delas fez exatamente o contrário.
No dia 26 de agosto, policiais militares e civis foram à ocupação avisar que ela estava cercada e que tinham colocado barreiras nas estradas para não permitir a chegada de alimentos e pessoas para ajudar os indígenas em resistência. Algumas horas depois, às 20 horas, pistoleiros contratados por fazendeiros da região atacaram os Guaranis e Kaiowá que estavam acampados na margem de uma estrada pública.
No mesmo dia o movimento comunicou o Ministério Público Federal e a FUNAI do ocorrido, e divulgou por e-mail relatos das pessoas que estão no local: "estavamos rezando, de repente chegaram dois caminhões cheios de homens, chegaram atirandos, ordenaram para queimar barracas e roupas e amarrar todos os indios". Diante disso, "ocorreu choro das criancas e mulheres, e muitos tiros, saimos correndo, em direcões diferentes", "nós, 7 pessoas, estamos aqui há 300 metros do local, vendo as barracas queimando, muito choro ouvimos daqui", "faroletes e lanternas estão focando pra la e cá", "As criancas e idosos não conseguiram correr".
Fonte: © Copyleft http://www.midiaindependente.org:
É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
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